Rainhas da Costura

Oi pessoas que seguem o Rainhas da Costura?!

Recentemente coisas novas estão acontecendo em meu dia dia. Assim como no trabalho como em minha vida pessoal, ciclos de vida começam e acabam e novas histórias vão surgindo…

Tem fatos que a vida nos mostra uma grande diferença, muitas vezes nos assusta outras vezes vamos seguindo e nos acomodando e aceitando pois coisas boas vão nos envolvendo…

Foi assim que comecei com o ateliê Rainhas. Tudo era muito novo. As pessoas que procuravam meus cursos, minhas expectativas diante da postura das pessoas e as minhas. Me confundia muitas vezes com o meu ‘EU” e com a empresa me projetando como se a empresa fosse eu…

Essa separação é muito importante para não misturar coisas e levar uma vida mais construtiva e leve.

Procurar um trabalho bacana onde você se sinta bem, passar coisas que agrade quem te procurou, fazendo um ambiente agradável e que o que você como professora está repassando seja útil e proveitoso é algo muito bom. Quando o Rainhas foi caminhando no início, muito trabalho era feito e cansativo também. Comprar produtos para vender, montar os kits as vezes até na madrugada, pois muitas e muitas vezes eu dormia no ateliê sem que as alunas não soubessem. Isso era para tudo estar em ordem e nosso trabalho ficar mais tranquilo durante a semana. Aos domingos aconteciam workshops, então precisava preparar tudo, para cedinho as pessoas encontrar o curso que haviam comprado, dentro de saquinhos e com os materiais em ordem. Me sentia com o dever cumprido quando esse evento acabava e eu retornava para minha casa tranquila. Sempre amei muito meu trabalho e sempre acreditei em ciclos de vida. Durou muito tempo esse meu ciclo profissional. Não se constroi coisas sozinha e com funcionárias as coisas se tornavam mais produtivas. Sabe, era cansativo o perfil que se estabeleceu dentro do ateliê (maneira de comandar as coisas de trabalho). Eu levava fama de rigida até por alunas as vezes pois meu temperamento sempre foi mais sério. Como professora deveria ser mais simpática, eu sei, mas como eu trabalhava com mais pessoas, outras faziam esse papel. O que eu queria mesmo era ver a empresa crescer então exigia que trabalhassemos muito. As vezes pensava em mudar aquela situação mas eu não tinha maturidade profissional que me desse um caminho mais assertivo. Sempre era o mesmo discurso para falar sobre o que era preciso aprender na costura. Para quem vem de fora isso era legal mas todo dia e toda hora falar a mesma coisa para alunas e para formar professoras, me deixava muitas vezes sem energia. Eu praticamente tinha várias vidas (rindo agora). Faculdade, estágio, aulas de costura, morar londe demais, gerenciar, e viver. Formar novas professoras também não era fácil. Tive umas que de fato foram ótimas e até faculdade de moda estudaram. Outras não era esse o verdadeiro caminho mas tudo são fases na vida e aprendizado. Eu mesma aprendi meus talentos com a vida e com pessoas que tinham ferramentas duras em seu perfil. Mas mesmo assim tinham o que ensinar e transmitir esse conhecimento.

Dormia pouco mas eu era e sou feliz. Muitos ateliês usaram o formato e até com nomes de coisas que criei. Isso não me incomodava pois eu vendia meus cursos. Quando o Rainhas cresceu, comprei móveis antigos para decorar e tantas outras coisas. O que gerou com o passar do tempo muitas tranqueiras no meu caminho. Cada ano que passava mais material acumulando. Teve até um tempo que eu comprava roupas e bolsas e sapatos sem parar pois havia um vazio dentro de mim que eu não sabia que era uma disfunção. Consegui me livrar disso sem tratamento nem remédios. Assisti um programa de tv que me sinalizou isso. Chato, né? Então recentemente coisas aconteceu em meu caminho para melhorar e eu novamente aprender a me reinventar, crescer de novo.

Sou muito grata a Deus e a vida por essas oportunidades. Depende do prisma que se vê, as coisas pode parecer boas ou desafiadoras mas sempre são ciclos em nosso caminho. Aceitar que corremos o risco de ganhar ou perder, já é um desafio. Eu sou uma personagem da minha própria história e acredito que cada um de nós também é da sua trajetória. Nem somos ruins ou boas, somos uma persona, se assim podemos dizer. Não me julgo e aceito que não agrado a todos e nem quero pois me aceitei faz tempo.

Se colocando como um personagem que você lê uma história, é bom nos tratarmos com carinho pois esse personagem você vai ter para o resto de sua vida a seu lado. Essa pessoa amada criativa e única somos nós. Somos criadoras da nossa história seja ela de transformações e de resto tudo passa.

Beijos da

Eliane Santos

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