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Agosto de 2020

Estamos próximos ao final do ano, ainda no inverno de agosto. 

Não vi este ano passar. Dias de angústia em casa sem ter o que fazer nem pensar, preocupada  com contas com empresa com futuro com doença com tudo que deprime. Dias de alegria do dia depois medo do incerto…

Tantos planos suspendi e olha que eu estava com uma esperança tremenda de um ano próspero. Nada ainda aconteceu (cada absurdo que estou vendo na política, conto os dias para mudar esse governo). 

Mas me recuso a continuar falando coisas ruins, estou com saúde e enquanto estiver viva vou trabalhar com o que sei para tornar minha vida melhor e ser uma pessoa melhor para o mundo em que vivo. Suspendi as aulas noturnas mas volto na próxima semana com elas. Graças a Deus! 

Acredito que estes acontecimentos vão ficar para história nas escolas e faculdades.  E que história vamos deixar para  os outros? Já imaginou? Qual é a sua história, hein? 

Faz planos ou vive um dia pelo outro? Onde entra a costura nessa história? O que a costura representa neste momento pra você? Eu vivo de ensinar as pessoas o que eu mais gosto de fazer (ter a máquina como amiga). 

Estava precisando de calcinhas e esses dias enquanto assistia televisão á noite cortei duas. Pretendo dar um curso onde eu ensine a fazer estas roupinhas lindas pra usar, vender, doar ou apenas se divertir costurando. Costura sempre vai existir, assim como comida para viver, ter prazer, viver de fazer comida, dar cursos… 

O que você gosta de costurar? Tem alguma lembrança que marcou sua vida com costura? Alguém na sua família que te deixou boas lembranças? Tive uma madrinha que foi modista mas ela fazia poucas coisas pra mim. Lembro do meu vestido de batismo, lindo. Eu parecia uma bailarina com ele e olha que detestei a cerimônia. Precisei carregar uma vela que só apagava e quando o padre derramou um óleo na minha cabeça ou nuca, não sei, aí que fiz o maior escândalo. Sim, eu fui católica, apostólica, romana. Tão católica que levava meu cachorro no catecismo comigo. Vivia no quintal da igreja comendo amoras. 

Tempos bons. Nesses tempos de pandemia que ficamos isoladas em casa temos tempo para se pensar em muitas coisas e tentar esquecer outras e viva a batata frita que acabo de fazer.   

Vou colocar aqui o meu vestido de batismo. 

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